Em um movimento decisivo para a geopolítica global, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apresentou uma proposta formal de garantias de segurança à Ucrânia com validade inicial de 15 anos. O anúncio ocorreu após uma reunião de cúpula realizada no último domingo (28 de dezembro de 2025), na Flórida, entre Trump e o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.
Detalhes do Acordo de “Paz Rápida”
A proposta faz parte de um plano de paz mais amplo, que Trump afirma estar em sua “fase final” de negociação. Segundo fontes diplomáticas e declarações do próprio Zelensky, o pacote de segurança funcionaria nos moldes do Artigo 5º da OTAN, prevendo que qualquer nova agressão ao território ucraniano seria tratada como um ataque aos garantidores, acionando apoio militar, logístico e econômico imediato por parte dos EUA e de aliados europeus.
Os pontos centrais discutidos incluem:
- Prazo de 15 Anos: Um período de proteção renovável oferecido pelos EUA.
- Zona Desmilitarizada (DMZ): A criação de uma faixa de segurança no Donbas para separar as forças em conflito.
- Moratória da OTAN: A Ucrânia permaneceria fora da aliança formal em troca dessas garantias bilaterais robustas.
- Fim da Lei Marcial: Zelensky afirmou que a suspensão da lei marcial na Ucrânia está condicionada à formalização desse escudo de segurança.
Reações e Contrapropostas
Embora tenha agradecido o esforço de mediação americano, Zelensky expressou reservas quanto à duração do compromisso. O líder ucraniano solicitou que o prazo fosse estendido para 30, 40 ou até 50 anos, argumentando que um período mais longo é necessário para dissuadir futuras ambições territoriais do Kremlin. Trump sinalizou que está disposto a analisar a prorrogação do prazo, mas enfatizou a urgência de encerrar as hostilidades para evitar mais perdas humanas.
O Papel da Rússia e da Europa
Paralelamente, o Kremlin confirmou que Trump e Vladimir Putin mantiveram uma conversa telefônica descrita como “amigável e profissional”. O porta-voz russo, Dmitry Peskov, concordou que o fim da guerra “está próximo”, embora Moscou ainda exija a retirada total de tropas ucranianas de áreas específicas do Donbas.
Líderes europeus, incluindo representantes da Alemanha e Polônia, devem se reunir com a equipe de Trump e o governo ucraniano em janeiro de 2026 para consolidar a participação do continente no novo arranjo de segurança.












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