Trump instrui o Pentágono a elaborar planos para assumir o controle do Canal do Panamá

Em uma decisão que reacende tensões geopolíticas na América Central, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ordenou ao Pentágono, em 13 de março de 2025, que desenvolva planos estratégicos para assumir o controle do Canal do Panamá. A declaração, feita durante um pronunciamento em Washington, foi acompanhada pela frase enfática: “Vou recuperar o Canal!”. A instrução marca uma escalada nas ameaças de Trump, que desde sua posse em 20 de janeiro de 2025 vinha criticando a administração panamenha por supostas taxas excessivas e influência chinesa na gestão da hidrovia.

O Canal do Panamá, uma das vias marítimas mais estratégicas do mundo, foi construído pelos Estados Unidos entre 1904 e 1914 e permaneceu sob seu controle até 31 de dezembro de 1999, quando foi transferido ao Panamá sob os termos do Tratado Torrijos-Carter. A nova postura de Trump reflete sua visão de que o canal é um “bem nacional vital” para os interesses econômicos e militares americanos, reacendendo debates sobre soberania e intervenção.

Quais planos seriam esses?

Segundo fontes do Departamento de Defesa citadas pela CNN em 14 de março de 2025, o Pentágono foi instruído a apresentar “opções militares confiáveis” para garantir o acesso irrestrito dos EUA ao Canal do Panamá. Esses planos podem variar desde uma abordagem diplomática, como pressão para renegociar tratados e taxas, até cenários mais extremos, incluindo o uso de força militar. Um memorando do secretário de Defesa, Pete Hegseth, datado de 15 de março de 2025, destaca a necessidade de “assegurar o controle comercial e militar” da hidrovia, sugerindo que as opções podem incluir o envio de tropas para proteger interesses americanos ou até uma ocupação direta do canal.

Analistas especulam que os planos também poderiam envolver sanções econômicas contra o Panamá ou a mobilização de aliados regionais para pressionar o governo panamenho. A presença crescente de investimentos chineses na região, que Trump considera uma ameaça, é apontada como justificativa para a urgência da medida.

Como os EUA avançariam para tomar posse desta via marítima?

Para avançar na retomada do Canal do Panamá, os EUA poderiam adotar uma estratégia em múltiplas frentes. Inicialmente, a Casa Branca pode intensificar a pressão diplomática, exigindo que o Panamá reduza as tarifas de passagem para navios americanos, sob ameaça de represálias econômicas. Caso essa abordagem falhe, o Pentágono poderia mobilizar forças navais e terrestres a partir de bases próximas, como as localizadas em Porto Rico ou na Flórida, para uma demonstração de força ou intervenção direta.

Historicamente, os EUA já intervieram no Panamá, como na invasão de 1989 para depor Manuel Noriega, o que sugere que uma operação militar não seria inédita. Um possível cronograma, conforme especulado por especialistas em 15 de março de 2025, incluiria o posicionamento de navios de guerra no Atlântico e no Pacífico próximos ao canal até o final de abril de 2025, seguido por negociações de última hora. Se não houver acordo, uma ação militar poderia ser autorizada antes de julho de 2025, aproveitando o período de seca no canal para minimizar impactos logísticos.

O presidente panamenho, José Raúl Mulino, respondeu em 14 de março de 2025, afirmando que “o Canal é panamenho e continuará sendo panamenho”, rejeitando qualquer tentativa de intervenção. A comunidade internacional, incluindo a ONU, observa com preocupação, mas o poder de veto dos EUA no Conselho de Segurança limita ações concretas de oposição.

Referências externas

CNN Brasil: “EUA: Trump pede ‘opções militares’ para garantir acesso ao Canal do Panamá” – Publicado em 15 de março de 2025. Link

BBC News Brasil: “Trump ameaça tentar retomar controle do Canal do Panamá” – Publicado em 22 de dezembro de 2024. Link

O Globo: “Casa Branca instrui militares a desenvolver planos para ‘reaver’ o Canal do Panamá” – Publicado em 13 de março de 2025. Link

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