FMI reduziu a previsão de crescimento global para 2025 e EUA enfrentam risco de recessão

Gráfico de economia global com bandeira dos EUA e China

Em Resumo

O FMI reduziu a previsão de crescimento global para 2025 para 2,8% devido às tarifas de Trump, enquanto o risco de recessão nos EUA subiu para 40%. O dólar caiu 5,5%, e o Dow Jones despencou 9,1% em abril, mas Trump sinaliza recuo na guerra comercial com a China.

FMI reduz projeção de crescimento global

O Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou, em 22 de abril de 2025, uma redução de 0,5 ponto percentual na previsão de crescimento econômico global para 2025, agora estimada em 2,8%. A revisão reflete o impacto das tarifas impostas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, que desencadearam uma guerra comercial, afetando cadeias de produção e pressionando preços. Segundo o economista-chefe do FMI, Pierre-Olivier Gourinchas, o risco de recessão global também aumentou de 17% para 30%, destacando a incerteza gerada pelas tensões comerciais.

Risco de recessão nos EUA cresce

Nos Estados Unidos, o FMI projeta um crescimento de apenas 1,8% em 2025, uma queda de 0,9 ponto percentual em relação à previsão anterior. Gourinchas afirmou que o risco de recessão no país subiu de 25% em outubro de 2024 para cerca de 40%, impulsionado pelas tarifas que podem elevar a inflação e reduzir o consumo. Apesar disso, o FMI não prevê uma recessão em seu cenário base, destacando a força atual da economia americana.

Trump recua na guerra comercial com a China

Após críticas globais, Trump deu os primeiros sinais de recuo na guerra comercial, afirmando que não será tão duro com a China. Essa mudança ocorre após tarifas de até 54% impostas a produtos chineses, que geraram retaliações, como taxas de 34% sobre importações americanas. O recuo pode aliviar tensões, mas analistas alertam que a incerteza persiste, impactando investimentos e cadeias globais de suprimentos.

Dólar em queda e mercados em turbulência

O dólar atingiu sua menor cotação em três anos frente a seis moedas estrangeiras, com uma queda de 5,5% desde o início do mandato de Trump. A desvalorização reflete o temor de recessão e a venda de títulos do Tesouro americano por investidores em busca de mercados mais seguros. No mercado acionário, o índice Dow Jones caiu 9,1% nas primeiras três semanas de abril, marcando o pior desempenho em quase um século.

Impactos globais e no Brasil

A guerra comercial afeta países como México e Canadá, com previsões de crescimento reduzidas, e o Brasil, cuja projeção caiu de 2,2% para 2% em 2025. A desvalorização do real frente ao dólar, que chegou a R$ 5,85, reflete a fuga de capitais de mercados emergentes. Especialistas alertam que uma recessão nos EUA poderia impactar as exportações brasileiras, especialmente para a China e os EUA, principais parceiros comerciais.

Conclusão

A redução das previsões do FMI e o aumento do risco de recessão nos EUA sinalizam um 2025 desafiador. O recuo de Trump na guerra comercial pode mitigar alguns danos, mas a volatilidade nos mercados e a queda do dólar indicam que a economia global enfrenta incertezas. Países como o Brasil precisam se preparar para impactos indiretos, enquanto investidores buscam estratégias para navegar nesse cenário turbulento.

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